terça-feira, 13 de março de 2012

AMBIANCE abre a AGENDA de 2012 discutindo sobre a Politica Nacional de Resíduos. PNRS "agora é Lei" e o Plano de Gerenciamento de Resíduos - "PGRI agora é obrigatório!"

   Nos dias 28 e 29 de fevereiro pp, a AMBIANCE – Consultoria em Soluções Ambientais Sustentáveis promoveu a realização de dois eventos diferenciais, que marcaram o início do ano de 2012: o Seminário de PNRS e o Curso de: Elaboração do Plano de Gerenciamento de Resíduos na Indústria - PGRIOs eventos ambientais ocorreram simultaneamente em São Paulo.
   Inicialmente, vamos reportar sobre o Seminário de PNRS, onde treze Conferencistas “experts” em meio ambiente e pertinentes a vários segmentos ambientais se alternaram para discutir as estratégias nas condutas na implantação da Política, sempre que houver a geração de resíduos.     
   Os principais mecanismos de aplicação da PNRS como a Responsabilidade Compartilhada, a Logística Reversa, os Acordos Setoriais e o “famoso” Plano de Gerenciamento foram os pontos de destaque do Seminário.
   O encontro ambiental planejado e desenvolvido pela AMBIANCE centralizou o discutido tema, analisando o panorama da PNRS nos seus vértices principais; buscando, orientar os participantes para conhecimento das novas regras para implantação do novo marco regulatório nas esferas da Indústria, da Saúde e da área Governamental.
                                                                                                                                       Participaram do Seminário, profissionais de várias formações técnicas oriundos das três áreas citadas, além dos setores de pesquisa e de educação; profissionais liberais que militam no segmento de meio ambiente e empresas de destinação também estiveram presentes.
   Com as crescentes demandas ambientais é fundamental, que além da redução e minimização dos resíduos se faça o reaproveitamento e a utilização de tecnologias adequadas para tratamento e destinação. A importância da valorização dos Resíduos e da diminuição de sua geração vão gerar aportes econômicos significativos para as empresas, conseqüentemente fazendo com que se tornem mais sustentáveis nos seus processos operacionais e na preservação de sua marca institucional.
   É necessário também se conhecer os aspectos legais desse marco histórico na gestão ambiental, já que agora o país tem sua regulamentação para resíduos sólidos, depois de tramitar durante 21 anos longos anos no Congresso e finalmente ser promulgada em 2 ago 2010 a Lei 12.305 – PNRS. A Lei se refere a todos os tipos de resíduos e faz distinção entre os conceitos de RESÍDUO e REJEITO, sendo o primeiro, passível de aproveitamento. A Lei propicia ainda, acordos de cooperação com o poder público, com a sociedade e com o setor produtivo na busca de alternativas para os problemas sócio-ambientais no país, tendo em vista a citada valorização dos resíduos.     

   Desta forma o “lixo” mudou seu “status quo” – “uma revolução ambiental”, como dizem seus atores e que deverá mudar toda a logística no manejo dos resíduos no país. Os Resíduos através da PNRS tem agora suas regras, seus prazos e as responsabilidades na sua gestão e gerenciamento.
   O gerador agora passa - além de ser responsável pela geração – ser também, responsável até a sua destinação, não excluindo é claro, as responsabilidades dos serviços públicos nas práticas da execução.      
                                                                             
   Muito mais que a obrigatoriedade, a conscientização ambiental aliada às práticas de reutilização e reciclagem dos resíduos vão exigir dos fabricantes e destinadores o fomento de desenvolvimentos tecnológicos e de processos, que no final, além de preservar o meio ambiente e a qualidade de vida, alinhem o Brasil a uma outra realidade, o de país sustentável.
                                                                                                                        
   Vamos falar agora sobre as Conferências do Seminário de PNRS da AMBIANCE, que em consonância ao tema principal propiciaram aos participantes saírem com um “novo olhar” sobre as tarefas que terão que desempenhar em suas unidades, após conhecer os “desafios da implantação do marco regulatório PNRS.”

   Sonia Penteado da AMBIANCE deu abertura ao Seminário, destacando a importância da nova Lei como instrumento sinalizador para incentivar no Brasil uma nova consciência ambiental e principalmente, uma mudança do comportamento ambiental nos próximos anos. Esperamos, disse ela, que a PNRS torne-se uma ferramenta das boas práticas ambientais na esfera do desenvolvimento sustentável para os Resíduos Sólidos. Devemos portanto, com a PNRS criar um ambiente mais saudável na cadeia de gestão dos resíduos entre os diversos públicos deste cenário. Os Geradores de Resíduos de Organizações Públicas e Privadas, deverão obrigatoriamente institucionalizar a sua implementação e conseqüentemente o Plano de Gerenciamento de Resíduos. Citou ainda, que as empresas-clientes da AMBIANCE já se preparam quanto ao cumprimento da legislação, até porque, os órgãos ambientais já estão exigindo na renovação das licenças ou alvarás de funcionamento, os famosos Planos de Gerenciamento.

   Na seqüência, Odilon Amado da ABETRE analisou os desafios da Adequação da PNRS na ótica da Indústria ambiental, destacando os cinco grandes eixos para um melhor entendimento da Lei. São eles: padrões ambientais, responsabilidade pós-consumo, integração dos catadores, instrumentos de gestão publica (planejamento e controle) e instrumentos econômicos.
   No setor da Destinação de Resíduos, Fernando Nazareth da ESSENCIS informou sobre as novas tecnologias da Valorização e Reaproveitamento dos Resíduos, destacando a nova unidade da Recuperação de Metais de transformação de resíduos em matéria prima da Destinadora, que retornam posteriormente à cadeia produtiva.

    Thais Rodrigues da ONIRA focou sobre a importância em manter um SGA – Sistema de Gestão Ambiental para monitoramento dos resíduos gerados, funcionando como alavanca para o desenvolvimento sustentável das empresas.

   André Saraiva do PRAC discorreu sobre os REEE – Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletroeletrônicos ou o Lixo Eletrônico, como são chamados popularmente esses resíduos, analisando as metas, a implantação e os impactos sócio-econômicos da nova regulamentação.

   Encerrando os trabalhos do primeiro dia, David de Andrade da SUPPLY SERVICES desenvolveu sua palestra sobre o tema dos Resíduos Oleosos x Logística Reversa do setor, focando as responsabilidades compartilhadas sob o impacto desses resíduos na contaminação do meio ambiente quando não gerenciados e tratados adequadamente.

   Em 29 de fevereiro, segundo dia de Seminário, Dorivaldo Domingues da AMBISOL centrou seu tema sobre a tecnologia de tratamento do Co-Processamento em fornos de clinquerização para Destinação de resíduos.
   Eduardo Sebben da Apliquim Brasil Recicle discorreu sobre a Responsabilidade Pós-Consumo e a Logística Reversa, examinando os aspectos legais e ambientais - no cenário Brasil - das Lâmpadas de Mercúrio.


   No tema Destinação e Tratamentos, Fabiano Souza da Essencis desenvolveu sua palestra analisando a tecnologia da Incineração para resíduos demonstrando as práticas operacionais do tratamento e sua utilização.

   Silvia Renata do Hospital Samaritano falou sobre a importância do PGRSS – Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde nas dimensões da geração, do compartilhamento de responsabilidades e da gestão integrada para Acreditação dos Serviços de Saúde.

   Élcio Careli da Obra Limpa falou sobre os RCD – Resíduos da Construção e Demolição ou os “entulhos” – como são chamados popularmente -, apresentando modelos da gestão urbana sustentável e discutindo sobre para sobre planos, logística reversa, responsabilidade compartilhada para o setor como resultados positivos para as cidades sustentáveis.

   A especialista em resíduos, Renata Gregolini falou sobre a importância da implantação de Planos de Gerenciamento na Indústria - PGRI ditados pela PNRS, destacando a proximidade do PGRI com a ISO 14.000 e a mudança de paradigmas pós marco regulatório.

   Fernando Tabet da Tabet Advogados, especialista em direito ambiental, discorreu sobre a legislação propriamente dita da Lei no cerne das Obrigações e Responsabilidades da PNRS no tocante aos princípios, os principais instrumentos e a Tríplice Responsabilização Ambiental.
28 a 29 fevereiro de 2012 – Seminário de Política Nacional de Resíduos Sólidos - PNRSEstratégias de implantação do novo marco regulatório nas esferas da Indústria, da Saúde e da área Governamental. AMBIANCE – CONSULTORIA EM SOLUÇÕES AMBIENTAIS SUSTENTÁVEIS

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

O que é Sustentabilidade

Colocando em termos simples, a sustentabilidade é promover o melhor para as pessoas e para o ambiente tanto agora como para um futuro indefinido. Segundo o Relatório de Brundtland (1987), sustentabilidade é: "suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas".
Sustentável” provém da palavra latina “sustinere”, e significa “manter vivo”, “defender”. Este conceito, de interpretação dinâmica, teve várias versões ao longo dos anos, sendo o âmbito económico, o que enquadrou a definição no ano de 1972, “restituir os recursos consumidos pelas organizações”. Na Cimeira da Terra (Earth Summit), no Rio de Janeiro, em 1992, contextualizou a sustentabilidade como um efeito sobre o futuro, por acções praticadas no presente, ou seja “as consequências da economia têm efeito sobre futuras gerações”. Em 2002, em Joanesburgo, durante a Cimeira da Terra, foram-lhe conferidas três dimensões, que se mantém como a abordagem actual. Uma dimensão económica, uma social e outra ecológica, em que a económica representa a abordagem central, seguindo-se concentricamente, a abordagem social e mais externamente, a ecológica, sendo esta a dimensão agregadora. A sustentabilidade adquiriu, assim, uma visão mais ampla do mundo, congregando duas grandes ideias: a sustentabilidade fraca e a sustentabilidade forte. A primeira representa a definição de sustentabilidade, defendida em 1972, em que a única preocupação é a de devolver o que se consumiu. A segunda, adapta o consumo às exigências mais amplas, relacionando-o com a manutenção dos recursos naturais, tendo efeitos de externalidades, do ponto de vista económico, sobre o capital humano, financeiro, ambiental…
O termo original foi criado para o uso da reciclagem "desenvolvimento sustentável," um termo adaptado pela Agenda 21, programa das Nações Unidas. Algumas pessoas hoje, referem-se ao termo "desenvolvimento sustentável" como um termo amplo pois implica desenvolvimento continuado, e insistem que ele deve ser reservado somente para as atividades de desenvolvimento. "Sustentabilidade", então, é hoje em dia usado como um termo amplo para todas as atividades humanas.
Na economia, crescimento sustentado refere-se a um ciclo de crescimento econômico real do valor da produção (descontada a inflação), sendo portanto relativamente constante e duradouro, assentado em bases consideradas estáveis e seguras.
Desenvolvimento econômico sustentável dito de outra maneira é aquele em que a renda real cresce pelo crescimento dos fatores produtivos reais da economia e não em termos nominais. Isso seria um crescimento insustentável porque se estaria apenas jogando dinheiro na economia gerando uma riqueza momentânea que os agentes econômicos ao notarem que não há em contrapartida produção equivalente a esse ganho de renda artificial ajustam seus preços o que causa por sua vez inflação.
A Gestão Sustentável é uma capacidade para dirigir o curso de uma empresa, comunidade, ou país, por vias que valorizam, recuperam todas as formas de capital, humano, natural e financeiro de modo a gerar valor ao Stakeholders (LUCRO). A Gestão de processos deve ser vista sempre como um processo evolutivo de trabalho e gestão e não somente como um projecto com inicio, meio e fim. Se não for conduzida com esta visão, a tendência de se tornar um modismo dentro da empresa ou do país e logo ser esquecida ao sinal de um primeiro tropeço é grande. Muitos esforços e investimentos têm sido gastos sem o retorno espectável.
Se pensarmos que 10% de tudo o que é extraído do planeta pela industria (em peso) é que se torna produto útil e que todo o restante é resíduo, torna-se urgente uma Gestão Sustentável que nos leve a um consumo sustentável, é urgente minimizar a utilização de recursos naturais e materiais tóxicos. O Desenvolvimento Sustentável não é ambientalismo nem apenas ambiente, mas sim um processo de equilíbrio entre os objectos económicos, financeiros, ambientais e sociais.

Texto retirado do site Wikipedia ( http://pt.wikipedia.org/wiki/Sustentabilidade )